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Noam Chomsky: “A verdadeira face da crítica pós-moderna”

chomsky

 

CHOMSKY, Noam. A verdadeira face da crítica pós-moderna [Rationality / Science]. Trad. Henrique Napoleão Alves. Velho Trapiche, 28 de outubro de 2014 [1992]. 19 p.

(para acessar o artigo, clique no título da referência acima, ou simplesmente CLIQUE AQUI)

 

No início da década de 1990, Michael Albert provocou um debate sobre ciência e racionalidade que ficou posteriormente conhecido como “Science Wars”. Na ocasião, o professor Noam Chomsky * fez críticas importantes às colocações dos professores participantes do debate. Sua réplica, agora traduzida e aqui divulgada, permanece atualíssima e extremamente relevante para todos os que se preocupam com o conhecimento científico e sua abordagem crítica.

Conclui que deveria traduzir o texto do professor Chomsky para o português brasileiro não apenas pela qualidade dos seus argumentos e pela ausência de versão do texto no nosso idioma, mas também por considerar que é algo que merece ser lido, em especial, pelo mundo acadêmico das ciências humanas e sociais aplicadas no Brasil, em alguma ou grande medida influenciada por uma visão equivocada da ciência legatária daquilo que se convencionou chamar de “pós-modernismo”.

Àqueles que particularmente se interessam pela crítica ao pós-modernismo, recomendo fortemente não só a leitura do texto de Chomsky e dos textos dos autores que ele critica (cujas fontes estão indicadas nas referências bibliográficas), como também um outro texto do professor, intitulado “Pós-Modernismo?”, também disponível online no nosso blog (basta clicar aqui). A leitura de ambos ajudará também o leitor que busca se inteirar melhor do debate recente entre Chomsky e o polêmico filósofo esloveno Slavoj Zizek, repercutida entre nós pela editora Boitempo, porquanto as principais ressalvas de Chomsky a Zizek são similares às críticas que fez ao pós-modernismo e aos filósofos de Paris (Jacques Derrida, Jacques Lacan, Jean-François Lyotard, Julia Kristeva, e, com ressalvas, Michel Foucault).

Ao texto original foram acrescidas notas de rodapé indicativas de fontes bibliográficas e notas explicativas, frutos de um intenso trabalho de pesquisa. O produto final foi revisado pelo professor Chomsky, a quem agradeço pela correspondência atenciosa e por autorizar-me a divulgar o texto gratuitamente para o público de língua portuguesa.

Registro também meus sinceros agradecimentos à Maristela Ferreira Napoleão pela revisão; ao Marcus Vinicius de Freitas Teixeira Leite pela ajuda inestimável e decisiva na tradução do post-scriptum; e ao Tádzio Peters Coelho pela leitura e debate de versões anteriores deste trabalho.

Boa leitura a todos.

– Henrique Napoleão Alves

* Noam Chomsky (1928-) está entre aqueles de nós que mais dispensam apresentações: professor de Linguística do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desde 1955, autor de incontáveis livros e artigos, reconhecido internacionalmente como um dos maiores intelectuais e ativistas políticos da história, é pessoalmente responsável por contribuições decisivas em campos tão distintos quanto linguística, filosofia política, relações internacionais, ciência política, ética, ciências cognitivas, psicologia, direitos humanos, epistemologia etc. Em maio de 2003, a brasileira Revista SuperInteressante fez uma reportagem sobre o autor, disponível online, que traça – de forma simplificada – um perfil ou panorama de suas principais ideias: http://super.abril.com.br/cultura/dentro-cabeca-noam-chomsky-443820.shtml.

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