Arquivo do mês: novembro 2015

Hora Grave (Rainer Maria Rilke)

Rainer_Maria_Rilke,_1900

 

Quem chora agora em algum lugar do mundo,
sem razão chora no mundo,
chora por mim.

Quem ri agora em algum lugar da noite,
sem razão se ri na noite,
ri-se de mim.

Quem anda agora em algum lugar do mundo,
sem razão anda no mundo,
vem para mim.

Quem morre agora em algum lugar do mundo,
sem razão morre no mundo,
olha para mim.

 

Rainer Maria Rilke (1875-1926)

 

*O poema “Hora Grave” (título original “Ernste Stunde”) foi traduzido por José Paulo Paes e resgatado por Francisco Paulo Mendes, quando analisava o espólio do tradutor.

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“Contra o Capitalismo” (G. A. Cohen)

 

shmoo

* O adorável shmoo, criação do cartunista Al Capp.

 

Gerald Allan Cohen*

 

O cartunista Al Capp nos contou uma estória sobre uma criatura chamada “shmoo”, que tinha cerca de vinte e cinco centímetros de altura, um corpo mais ou menos em forma de pêra, cor branca cremosa, sem braços, com pés minúsculos e grandes bigodes (como um gato) abaixo do seu nariz. O shmoo tinha apenas um desejo: servir às necessidades dos seres humanos. E era uma criatura muito bem equipada para tal finalidade: sua pele podia se transformar em qualquer tipo de tecido, sua carne era comestível, seu corpo poderia se converter em tijolo duro e ser usado em qualquer construção (com grande eficiência), e seus bigodes tinham mais utilidades do que se pode imaginar. Se você olhasse um shmoo com fome no olhar, ele caía morto para servi-lo, não sem antes cozinhar a si mesmo para se transformar no seu prato favorito. Como se multiplicavam muito depressa, não faltavam shmoos pra ninguém.

Mas os capitalistas odiaram os shmoos, porque as criaturinhas proviam tudo que as pessoas precisavam. Ninguém mais queria trabalhar para capitalistas, já que ninguém mais precisava do salário para comprar as coisas vendidas por eles. E, assim, na medida em que os shmoos começaram a se espalhar por toda a América, os capitalistas passaram a perder o seu poder. Isso os levou a tomar uma ação drástica: fizeram com que o governo dissesse às pessoas que o shmoo era antiamericano, que estava causando o caos e lesando a ordem social. O Presidente ordenou que o FBI capturasse os shmoos e os executasse. Com isso, as coisas voltaram ao normal. Porém, um caipira chamado Ferdinando deu um jeito de salvar um casal de shmoos e de levá-los para um vale distante, onde pudessem ficar seguros. “As pessoas não estão preparadas para o shmoo”, lamentou Ferdinando. Mas ele estava errado. As pessoas estavam, sim, prontas para o shmoo. Eram os capitalistas que não estavam. Os shmoos arruinavam o seu monopólio sobre os meios de existência.

Alguns capitalistas defendem a propriedade privada de recursos que precisamos para sobrevivência, dizendo que eles a conseguiram por meio de seu próprio talento e esforço. Mas tudo que o capitalista agora possui ou é ou foi feito de algo que um dia não era propriedade privada de ninguém. Com que direito alguém transformou essas coisas em propriedade privada no passado?

Não importa a origem duvidosa, os capitalistas poderiam dizer. Independentemente do que quer que seja que tenha dado início ao capitalismo, diriam eles, o sistema é benéfico para as pessoas por diferentes razões. As empresas capitalistas sobrevivem apenas se conseguem fazer dinheiro, e só fazem dinheiro quando vencem a competição contra outras empresas. Isso significa que elas precisam ser eficientes. Se elas produzem incompetentemente, são rebaixadas. Elas precisam aproveitar todas as oportunidades de melhorar suas unidades e técnicas produtivas, de modo que possam produzir barato o suficiente para fazer dinheiro o bastante para seguir adiante. Elas não têm como objetivo satisfazer as pessoas, mas o fato é que não conseguem alcançar seu objetivo, que é o dinheiro, a não ser que satisfaçam as pessoas, e que o façam melhor do que as empresas rivais.

Será mesmo? Melhorias de produtividade significam mais resultados para cada unidade de trabalho, o que significa, por sua vez, que duas coisas diferentes podem ser feitas quando a produtividade sobe. Uma forma de usar a produtividade melhorada é reduzir o trabalho e aumentar o lazer enquanto se produz o mesmo que antes. Alternativamente, é possível aumentar a quantidade do que se produz e manter o trabalho como está. Vamos admitir que aumentar a quantidade do que se produz seja uma coisa boa. Ainda assim, também é verdade que, para a maioria das pessoas, o que elas precisam fazer para ganhar a vida não é encarado por elas como uma fonte de prazer. A maioria dos empregos, por sua natureza, leva as pessoas a se beneficiarem não apenas da existência de mais mercadorias e serviços, como também de menos horas de trabalho e mais tempo de férias.

A melhoria da produtividade torna possível tanto mais produção quanto menos trabalho, ou, claro, uma mistura de ambos. Mas o capitalismo é parcial em favor da primeira opção, aumento da produção, já que a outra, a redução do trabalho, ameaça sacrificar o lucro ligado a maior volume de produção e de vendas. Quando a eficiência da produção de uma empresa aumenta, ela não reduz a jornada de trabalho dos seus empregados para continuar produzindo o mesmo tanto. Ao invés disso, produz mais mercadorias, ou, se isso não for possível, em virtude de não haver expansão da demanda por aquilo que está sendo produzido, demite parte da sua força de trabalho e busca uma nova linha de produção na qual possa investir o dinheiro que poupar com as demissões. Pode até haver criação de outros postos de trabalho e expansão da produção. Contudo, haverá também muito desemprego e sofrimento ao longo do caminho.

A consequência do aumento de produção que o capitalismo prefere é o aumento do consumismo. Assim, passamos a ter uma perseguição sem fim por bens de consumo, apenas porque as empresas capitalistas são estruturadas para fazer dinheiro, e não para servir ao consumo em si mesmo.

Não estou criticando os bens de consumo. Tudo certo com eles. O problema com a perseguição por mercadorias na sociedade capitalista é que nós, a maioria de nós, estaremos sempre desejando mais mercadorias do que podemos ter, já que o sistema capitalista opera para garantir que o desejo das pessoas por mercadorias nunca se satisfaça.

O capitalismo, teoricamente, deveria ser bom em satisfazer nossas necessidades como consumidores. Mas as pessoas têm necessidades que vão além da necessidade de consumir. Uma delas é a de desenvolver habilidades e talentos e de exercê-los. Quando as capacidades das pessoas ficam em desuso, elas deixam de sentir o especial gosto pela vida que advém quando se florescem as aptidões.

As pessoas só são capazes de se desenvolver quando têm acesso a uma boa educação. Porém, numa sociedade capitalista, a educação é ameaçada por aqueles que buscam restringi-la às restritas demandas do mercado de trabalho. E alguns deles pensam que o que é agora necessário para restaurar a rentabilidade do adoentado capitalismo britânico é um monte de trabalho barato e não qualificado, e concluem que a educação deve ser limitada, de modo a atender a essa demanda.

O atual Chanceler do Tesouro[1], Nigel Lawson, disse em um discurso há um par de anos, que deveríamos pensar sobre como treinar as pessoas para trabalhos que são, como ele disse, “não muito low-tech no no-tech.”[2] Que tipo de educação está contemplado numa declaração como essa? Não uma que alimente os poderes criativos da juventude e realize sua integral capacidade. Nigel Lawson pensa que é perigoso educar demais os jovens, porque assim produzimos pessoas cultas que não se adequam aos trabalhos de baixa qualificação que o mercado lhes oferece. Alguém do Ministério de Educação e Ciência disse recentemente algo parecido: “Nós estamos começando a criar aspirações que a sociedade não pode atender… Quando os jovens […] não conseguem encontrar empregos que atendam a suas habilidades e expectativas, estamos apenas criando frustrações com […] consequências sociais perturbadoras. Precisamos racionar […] as oportunidades educacionais de modo que a sociedade possa lidar com o produto da educação […]. As pessoas devem ser instruídas, mais uma vez, para saber [qual é] o seu [devido] lugar.”[3]

O que temos aí é uma política de restrição educacional deliberada para que as escolas públicas produzam pessoas que queiram vender força de trabalho de baixa qualificação. É difícil imaginar uma abordagem mais antidemocrática sobre a educação. E perceba que, para preferir uma distribuição democrática das oportunidades educacionais, não é necessário acreditar que todo mundo é igualmente inteligente: Nigel Lawson não está nem mesmo dizendo que a maioria das pessoas é muito ignorante para se beneficiar de uma educação de alto nível. É precisamente porque as pessoas respondem bem à educação que surge o “problema” que preocupa o Sr. Lawson.

Há muito talento em praticamente todo ser humano, mas na maior parte das pessoas esse talento permanece subdesenvolvido, já que elas não têm a liberdade de desenvolvê-lo. Ao longo da história, apenas uma minoria desocupada e livre pôde usufruir dessa liberdade, à custa da maioria que trabalha. Agora, contudo, temos uma tecnologia incrível que poderia ser usada para restringir trabalhos indesejados a um lugar acanhado. Mas o capitalismo não usa essa tecnologia de forma libertadora. Continua aprisionando as pessoas em trabalhos insatisfatórios, e se esgueira de fornecer a educação enriquecedora que a tecnologia tornou possível.

É possível criar uma sociedade que supere o tratamento desigual que o capitalismo impõe? Muitos diriam que a ideia de uma sociedade assim é um sonho inútil. Que sempre houve desigualdade de um jeito ou de outro, e que sempre haverá. Eu penso que essa leitura da história é muito pessimista. Na verdade, há menos desigualdade agora que havia, digamos, há cem anos. Naquela época, somente uns poucos radicais propunham que todos deveriam ter o direito de votar. Outros viam o voto universal como uma ideia perigosa, e a maioria o consideraria uma meta nada realista. Ainda assim, hoje temos o direito de votar. Estamos numa democracia política. Apesar disso, não somos uma democracia econômica. Não compartilhamos nossos recursos materiais, e a maioria das pessoas neste país considerariam isso uma ideia nada realista. Ainda assim, penso que o tempo dessa ideia ainda virá. A sociedade não será para sempre dividida entre aqueles que controlam os recursos e aqueles que possuem apenas seu próprio trabalho para vender. Será necessário muito trabalho intelectual para bolar o design de uma ordem econômica democrática, e muita luta contra o poder e os privilégios para implementá-lo. Mas assim como hoje ninguém defenderia a escravidão, acredito que chegará o dia em que ninguém terá condições de defender uma forma de sociedade na qual uma minoria lucra em cima da propriedade da maioria.

 

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* Gerald Allan “Jerry” Cohen (14 de abril de 1941 – 5 de agosto de 2009) foi um filósofo político marxista que lecionou na University College London (1963 a 1984) e no tradicionalíssimo All Souls College, da Universidade de Oxford (1985 em diante). É conhecido como iniciador e um dos principais expoentes do chamado marxismo analítico. Autor de muitas obras, dentre elas, “Karl Marx’s Theory of History: A Defence” (traduzida para o português com o título “A teoria da história de Karl Marx: Uma defesa”) e “Why Not Socialism?” (ainda não traduzida para o português).

O presente texto foi escrito e publicado por Cohen na publicação “World Socialist Review”, no verão de 1987. Aqui, serão reproduzidos o texto traduzido para o português e também transcrição do texto original em inglês. À tradução em português foram acrescidas notas de rodapé explicativas. As informações nas notas de rodapé estão acompanhadas da sigla “N.T.” para reiterar o fato de serem Notas do Tradutor. Boa leitura.

[1] “Chancellor of the Exchequer”. Provavelmente o equivalente a um Ministro da Fazenda. N.T.

[2] Um jogo de palavras com expressões do inglês, que também integram o vocabulário corporativo brasileiro. Foram usadas para reforçar a ideia de que, na perspectiva do Sr. Lawson, o Reino Unido precisava mesmo era de gente disposta a trabalhar em postos de baixa ou nenhuma qualificação, e que a educação deveria adaptar-se a essa demanda do mercado. N.T.

[3] A declaração citada por Cohen é do próprio Ministro de Educação e Ciência, tendo sido proferida em 1984. Cf. VAN HOUDT, John. “The Rhetoric of Disaster”. In: GERVEN OEI, Vincent W. J. van; GROVES, Adam Stanley; JENKINS, Nico (eds.). Pedagogies of Disaster.  New York: Punctum Books, 2013, p.147-174, p.150. N.T.

 

COHEN, Gerald Allan. Contra o Capitalismo [Against Capitalism]. Trad. Henrique Napoleão Alves. Velho Trapiche, 13 nov. 2015 [1987]. Disponível em https://velhotrapiche.wordpress.com/2015/11/13/contra-o-capitalismo/. Acesso em 13 nov. 2015.

 

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Against Capitalism

 

Gerald Allan Cohen

 

Al Capp, the cartoonist, told a story about a creature called the shmoo, which was ten inches high, something like a pear in shape and creamy white in color. It had no arms, tiny feet and bigwhiskers under its nose. The shmoo had only one desire: to serve the needs of human beings, andit was well equipped to do so. Its skin could be made into any kind of fabric, its flesh was edible,its dead body could go brick-hard and be used for building, and its whiskers had more uses than you can imagine. If you looked it a shmoo with hunger in your eye, it dropped dead in rapture because you wanted it, after first cooking itself into your favorite flavor. Since they multiplied rapidly, there were plenty of shmoos for everybody.

But the capitalists hated the shmoos, for the shmoos provided everything people needed; nobodyhad to work for capitalists anymore, because nobody had to make the wages to buy the thingscapitalists sold. And so, as the shmoos spread across the face of America, the capitalists began to lose their power. So they took drastic action. They got the government to tell the people that the shmoo was un-American. It was causing chaos, undermining the social order. The Presidentordered the FBI to gather the shmoos and gun them down. Then things went back to normal. But acountry lad, called Li’l Abner, managed to save one female and one male shmoo. He carried them off to a distant valley, where he hoped they’d be safe. “Folks aint yet ready for the shmoo,” Li’l Abner sighed. But Li’l Abner was wrong. Folks were ready for the shmoo. It was the capitalists that weren’t. The shmoo spoiled their monopoly over the means of existence.

Some capitalists defend their ownership of the resources we need for survival by saying that they got them through their own talent and effort. But everything the capitalist now owns either is or is made of something which once nobody’s private property. With what right did anyone transform itinto private property in the first place?
Never mind the doubtful origin, capitalists may say. Whatever started capitalism off, the system benefits people, for the following reasons. Capitalist firms survive only if they make money, and they make money only if they prevail in competition against other firms. This means that they have to be efficient. If they produce incompetently, they go under. They have to seize every opportunity to improve their productive facilities and techniques, so that they can produce cheaply enough to make enough money to go on. They don’t aim to satisfy people, but they can’t get what they are aiming at, which is money, unless they do satisfy people, and better than rival firms do.

Well, improved productivity means more output for every unit of labor, and that means that youcan do two different things when productivity goes up. One way of using enhanced productivity is to reduce work and extend leisure, while producing the same output as before. Alternatively, output may be increased while labor stays the same. Let’s grant that more output is a good thing. But it’s also true that for most people what they have to do to earn a living isn’t a source of joy. Most people’s jobs are such that they’d benefit not only from more goods and services but also from shorter hours and longer holiday’s.

Improved productivity makes possible either more output or less toil, or, or course, a mixture of both. But capitalism is biased in favor of the first option, increased output, since the other, toil reduction, threatens a sacrifice of the profit associated with greater output and sales.When the efficiency of a firm’s production improves, it doesn’t reduce the working day of its employees and produce the same amount as before. Instead, it makes more of the goods it was already making, or, if that isn’t possible, because the demand for what it’s selling won’t expand, then it pays off part of its workforce and seeks a new line of production in which to invest the money it thereby saves. Eventually, new jobs are created, and output continues to expand, although there’s a lot of unemployment and suffering along the way.

Now, the consequence of the increasing output which capitalism favors is increasing consumption. And so we get an endless chase after consumer goods, just because capitalist firms are geared to making money, and not to serving consumption itself.

I’m not knocking consumer goods. Consumer goods are fine. But the trouble with the chase after goods in a capitalist society is that we’ll always, most of us, want more goods than we can get, since the capitalist system operates to ensure that people’s desire for goods is never satisfied.

Capitalism is supposed to be good at satisfying our needs as consumers. But people have needs which go beyond the need to consume. One of those needs is a person’s need to develop and exercise his or her talents. When people’s capacities lie unused, they don’t enjoy the zest for life which comes when their faculties flourish.

Now, people are able to develop themselves only when they get a good education. But, in a capitalist society, the education is threatened by those who seek to fit education to the narrow demands of the labor market. And some of them think that what’s now needed to restore profitability to an ailing British capitalism is a lot of cheap, unskilled labor, and they conclude that education should be restricted so that it will supply that labor.

The present Chancellor of the Exchequer, Nigel Lawson, said in a speech a couple of years ago that we should now think about training people for jobs which are, as he put it, “not so much low-tech at no-tech.” What sort of education is contemplated in that zippy statement? Not one that nourishes the creative powers of young people and brings forth their full capacity. Nigel Lawson thinks it’s dangerous to educate the young too much, because then we produce cultivated people who are unsuited to the low-grade jobs the market will offer them. An official at the Department of Education and Science recently said something similar. He said: “We are beginning to create aspirations which society cannot match… When young people…can’t find work which meets their abilities and expectations, then we are only creating frustration with…disturbing social consequences. We have to ration…educational opportunities so that society can cope with the output of education…People must be educated once more to know their place.”

What we’ve got here is a policy of deliberately restricting educational provision so that stateschools can produce willing sellers of low-grade labor power. It’s hard to imagine a more undemocratic approach to education. And notice that to prefer a democratic distribution of educational opportunity you don’t have to believe that everyone is just as clever as everyone else: Nigel Lawson isn’t saying that most people are too dim to benefit from a high level of education. It’s precisely because people respond well to education that the problem which worries him arises.

There’s a lot of talent in almost every human being, but in most people it remains undeveloped,since they don’t have the freedom to develop it. Throughout history only a leisured minority haveenjoyed such freedom, on the backs of the toiling majority. Now, though, we have a superb technology which could be used to restrict unwanted labor to a modest place in life. But capitalism doesn’t use that technology in a liberating way. It continues to imprison people in unfulfilling work,and it shrinks from providing the enriching education which the technology it has created makes possible.

Is it possible to create a society which goes beyond the unequal treatment that capitalism imposes? Many would say that the idea of such a society is an idle dream. They’d say that there’s always been inequality of one kind or another and there always will be. But I think that reading of history is too pessimistic.There’s actually much less inequality now than there was, say, 100 years ago. Then, only a few radicals proposed that everyone should have the vole. Others thought that was a dangerous idea, and most would have considered it to be an unrealistic one. Yet today we have the vote. We are a political democracy. But we’re not an economic democracy. We don’t share our material resources, and most people in this country would regard that as an unrealistic idea. Yet I think it’s an idea whose time will come. Society won’t always be divided into those who control its resources and those who have only their own labor to sell. But it’ll take a lot of thought to workout the design of a democratic economic order, and it’ll take a lot of struggle, against privilege and power, to bring it about. The obstacles to economic democracy are considerable. But just as no one, now, would defend slavery, I believe that a day will come when no one will be able to defend a form of society in which a minority profit from the possession of the majority.

 

Fonte: COHEN, Gerald Allan. Against Capitalism. World Socialist Review, vol. 1, no. 3, p. 3-4, Summer 1987.

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Banco de Dados Bibliográficos

reading is dangerous

Não sei exatamente qual é a fonte; recebi o arquivo como “Banco de Dados Bibliográficos”. Há alguns links de interesse geral, mas o a maioria dos links cuida de publicações de teor jurídico. Achei por bem publicar aqui para disseminar o conteúdo.

Caso você queira acrescentar algum site, por favor, me informe o título e o link por email: alves.hn@gmail.com

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Revista Eletrónica de Estudios Internascionales

Revista Jurídica – Facultad de Jurisprudencia y Ciencias Sociales y Políticas – UNIVERSI

Revista Chilena de Derecho

Revista de Bioética y Derecho – Universidad de Barcelona

Revista de Derecho Civil Valenciano

Revista de Estudios Histórico Jurídicos – Universidad de Valparaíso

Revista Electrónica de Ciencia Penal y Criminologia – Universidad de Granada

Revista Española de Relaciones Internacionales

Revista General de Derecho Europeo

Revista Internauta de Práctica Jurídica – Universidad de Valencia

Revista Redbioética – UNESCO

Rutgers Journal of Law and Religion – Rutgers University.

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Touro Law. International Law Review

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Waikato Law Review

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Western Criminology Review

World Policy Journal

Yale Journal of International Law

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