Títulos truncados

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Não é raro que juristas façam escolhas infelizes na hora de nomear os seus trabalhos acadêmicos.

Por exemplo: “Fundamentos filosóficos para uma crítica e legítima aplicação do Direito: o operar do círculo hermenêutico na compreensão jurídica”.

Ô campeão, me ajuda aí. Chama o troço só de “Círculo hermenêutico e compreensão jurídica” e corre logo pro abraço, meu filho! Sem firula, sem dor.
Outro exemplo: “Contributos hermenêutico-filosóficos para uma fundamentação ética dos direitos humanos: a epocalidade e o cotidiano sob o pensamento de Heidegger e Gadamer”.

Que isso, cidadão? Muda esse trem pra “Heidegger, Gadamer e a Fundamentação dos Direitos Humanos”. Assim, leve, solto, tranquilo! Pode confiar.
Precisávamos todos de aulas obrigatórias, na graduação, pela simplificação da linguagem e contra a prolixidade.

O mal do “falar truncado” afeta até mesmo os melhores entre nós, e seguramente um bom quinhão dos piores.

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